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Vigilantes paralisam atividades no Hospital Veterinário de São Luís

Vigilantes paralisam atividades no Hospital Veterinário de São Luís
Crédito: Reprodução

Vigilantes que atuam no Hospital Municipal Veterinário, em São Luís, iniciaram uma paralisação nesta segunda-feira (3), em protesto contra o atraso no pagamento de salários e benefícios. A categoria cobra uma solução da empresa responsável pelo serviço de vigilância e afirma que manterá o movimento até que a situação seja regularizada.

De acordo com o Sindicato dos Vigilantes do Maranhão, cerca de 10 profissionais aderiram à paralisação. Os trabalhadores denunciam estar há dois meses sem receber salários, além de acumularem três meses de atraso no vale-refeição. Eles também relatam pendências no pagamento do vale-transporte.

Segundo a categoria, a situação se tornou insustentável. Os vigilantes afirmam que só retornarão às atividades após a regularização de todos os pagamentos devidos.

O sindicato também denuncia suposto assédio moral contra os funcionários. Conforme a entidade, alguns trabalhadores estariam sendo ameaçados de demissão caso deixem de comparecer ao serviço durante o período de atraso salarial.

O Hospital Municipal Veterinário é administrado pelo Instituto Transformar, responsável pela gestão da unidade. Segundo informações repassadas pelo sindicato, a empresa Brantex, responsável pelo serviço de vigilância, alega que não recebeu os repasses necessários para efetuar o pagamento dos funcionários.

O presidente do sindicato criticou a falta de entendimento entre as partes e afirmou que os trabalhadores estão sendo prejudicados enquanto a responsabilidade pelos atrasos é atribuída de um lado para o outro.

Ainda segundo a entidade, outras empresas terceirizadas que atuam no hospital estariam com os pagamentos em dia. A situação deverá ser levada aos órgãos competentes para apuração.

A categoria informou que pretende solicitar uma audiência no Ministério Público para discutir o caso e buscar uma solução para o impasse.

Além dos atrasos salariais, os vigilantes destacam que exercem suas atividades em um ambiente considerado insalubre, devido ao contato frequente com animais em tratamento e portadores de diversas doenças.

A Brantex e o Instituto Transformar ainda não haviam se manifestado oficialmente sobre as denúncias até a publicação desta matéria.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) informou que não há qualquer pendência financeira por parte do Município.

Segundo a pasta, a empresa responsável pelo serviço será notificada para regularizar o pagamento dos salários e benefícios dos trabalhadores, uma vez que a quitação dessas obrigações é de responsabilidade da empresa contratada, que deve cumprir integralmente a legislação trabalhista.

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