O número de consumidores inadimplentes no Maranhão aumentou 4% em junho de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento do SPC Brasil. O índice ficou ligeiramente acima da média do Nordeste (3,96%) e abaixo da média nacional (7,55%). Na comparação com maio deste ano, porém, houve uma redução de 0,24% no total de devedores no estado.
De acordo com o levantamento, cada consumidor negativado no Maranhão possui, em média, R$ 4.336,72 em dívidas. Entre os inadimplentes, 30,61% devem até R$ 500, enquanto 44,22% acumulam débitos de até R$ 1 mil.
Outro dado que chama atenção é o tempo médio de atraso das dívidas, que chegou a 30,4 meses. Além disso, 36,67% dos consumidores permanecem com o nome negativado por um período entre um e três anos, indicando dificuldades prolongadas para regularizar a situação financeira.
O estudo também aponta que o volume de dívidas em atraso cresceu 9,75% nos últimos 12 meses no Maranhão. O percentual supera a média do Nordeste (9,10%), mas permanece abaixo da nacional (13,32%). Em relação ao mês anterior, houve queda de 0,59% no número de débitos registrados.
Outro indicador revela que 85,99% dos consumidores negativados são reincidentes, ou seja, já tiveram o nome incluído em cadastros de inadimplência nos últimos 12 meses. Em média, essas pessoas voltam a contrair uma nova dívida 73,3 dias após o vencimento da anterior.
Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de São Luís, Fábio Ribeiro, os dados reforçam a importância da educação financeira e do planejamento do orçamento familiar. Segundo ele, o uso consciente do crédito, aliado à renegociação de débitos, contribui para a saúde financeira das famílias e para o fortalecimento da economia e do comércio.
Perfil dos inadimplentes
O levantamento mostra que a maior concentração de consumidores negativados está na faixa etária de 30 a 39 anos, que representa 24,8% do total. Em seguida aparecem pessoas entre 40 e 49 anos (23,72%) e de 50 a 64 anos (20,44%). As mulheres correspondem a 53,77% dos inadimplentes, enquanto os homens representam 46,23%. A idade média dos consumidores com restrições de crédito no estado é de 46,4 anos.
Recuperação de crédito avança
Apesar do crescimento da inadimplência, o levantamento aponta um cenário positivo para parte dos consumidores. Nos 12 meses encerrados em junho de 2026, o número de maranhenses que conseguiram recuperar o crédito aumentou 7,17%. O resultado supera o índice nacional (3,78%) e contrasta com a retração registrada no Nordeste (-5,45%), indicando maior procura pela renegociação de dívidas e regularização da situação financeira.





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