O Maranhão está entre os poucos estados brasileiros que ainda registram crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao vírus sincicial respiratório (VSR), segundo o novo Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz. Enquanto a maior parte do país apresenta tendência de queda nas internações, o estado segue em alerta para o avanço da doença.
De acordo com a pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, apenas os estados da Região Sul, além de Minas Gerais e do Maranhão, continuam apresentando aumento dos casos graves provocados pelo VSR, vírus que afeta principalmente crianças de até 2 anos.
Apesar da redução nacional das internações, o VSR ainda representa 57% dos diagnósticos de infecções respiratórias graves registrados nas últimas quatro semanas, mantendo elevada a pressão sobre os serviços de saúde.
Em relação à influenza B, o cenário é mais positivo para o Maranhão. O estado está entre as unidades da federação que já apresentam interrupção do crescimento e queda dos casos graves, ao lado de Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo e outros estados.
Já entre os idosos, a influenza A continua sendo a principal causa de mortes por infecções respiratórias, embora os casos também apresentem sinais de redução em parte do país.
Sobre a covid-19, o boletim identificou apenas um leve aumento de casos no Amazonas, mas ressalta que os índices de incidência permanecem baixos.
Em 2026, o Brasil já notificou mais de 60 mil casos de SRAG com diagnóstico positivo para vírus respiratórios. Desse total, cerca de 40% são de vírus sincicial respiratório, 30% de rinovírus, 20% de influenza A, e 4,5% correspondem, respectivamente, à influenza B e à covid-19.
A Fiocruz reforça a importância de manter a vacinação em dia, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. A instituição também orienta a adoção de medidas preventivas, como lavar as mãos com frequência, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar e usar máscara ou permanecer em isolamento em caso de sintomas gripais.






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