O Maranhão realizou 362 transplantes em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Atualmente, 153 pacientes aguardam por um órgão ou tecido no estado.
De acordo com a SES, o fortalecimento da rede de captação e transplantes tem contribuído para ampliar o número de procedimentos e reduzir a fila de espera.
Entre as ações desenvolvidas estão a captação de órgãos e tecidos, a qualificação das equipes e a organização dos fluxos de atendimento. As medidas buscam ampliar o acesso aos transplantes e diminuir o tempo de espera dos pacientes.
Além da estrutura da rede de saúde, a conscientização da população é considerada fundamental para aumentar o número de doações.
Segundo a chefe da Unidade de Transplantes do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA), Polianna Bortolon, conversar previamente com os familiares sobre o desejo de ser doador pode facilitar a decisão em um momento de fragilidade emocional.
Entre as principais dúvidas das famílias estão a segurança do diagnóstico de morte encefálica, a forma como ocorre a retirada dos órgãos e a possibilidade de alterações no corpo do doador.
Também são frequentes os questionamentos sobre custos relacionados à doação e sobre a possibilidade de a família conhecer os receptores.
A especialista explica que a falta de conhecimento sobre a vontade do possível doador, além da circulação de informações equivocadas, pode contribuir para a recusa familiar.
“Uma conversa baseada em amor, respeito e transparência é a porta para que seu desejo seja respeitado”, afirma Polianna Bortolon.
A orientação dos profissionais é que o assunto seja tratado com naturalidade dentro de casa. O diálogo permite que os familiares conheçam previamente a vontade do possível doador e estejam preparados para tomar uma decisão consciente.






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