O Maranhão está entre os estados com aumento de casos de doenças respiratórias graves no país, segundo dados atualizados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Mais de 14,3 mil casos já foram registrados em todo o Brasil, com crescimento em 23 estados, incluindo o território maranhense.
Desse total, 35% tiveram confirmação para vírus respiratórios, com maior impacto entre crianças. Entre os principais agentes identificados estão o rinovírus, o vírus sincicial respiratório (VSR) e a influenza A.
A realidade por trás dos números é vivida por muitas famílias. Em São Luís, a dona de casa Marta Virtudes, de 37 anos, viu os três filhos — de 12, 10 e 8 anos — adoecerem quase ao mesmo tempo durante o período chuvoso. Mesmo mantendo cuidados dentro de casa, ela relata o susto com os sintomas.
“Começou com febre, depois veio tosse e falta de apetite. A gente fica apreensiva, porque são três crianças doentes ao mesmo tempo”, contou.
Especialistas reforçam que a prevenção ainda é a principal forma de evitar a disseminação das viroses. A pediatra e infectologista Mônica Gama orienta que a lavagem frequente das mãos é essencial, especialmente antes das refeições, após usar o banheiro e depois de tossir ou espirrar. O uso de álcool 70% também é recomendado quando não houver água e sabão disponíveis.
Outros cuidados incluem evitar o compartilhamento de objetos pessoais, higienizar brinquedos e superfícies e manter os ambientes bem ventilados, mesmo em dias de chuva. A médica também destaca a importância de ensinar hábitos simples às crianças, como cobrir a boca ao tossir e usar lenços descartáveis.
A vacinação também é apontada como aliada importante na prevenção de infecções virais.
Sintomas e quando procurar ajuda
Os sintomas mais comuns das viroses são febre, coriza, tosse e perda de apetite. Na maioria dos casos, o tratamento pode ser feito em casa, com hidratação e repouso.
No entanto, os pais devem ficar atentos a sinais de alerta, como febre persistente, vômitos, diarreia, dificuldade para respirar, sonolência excessiva, irritabilidade ou diminuição da urina. Nessas situações, a recomendação é buscar atendimento médico.
Enquanto acompanha a recuperação dos filhos, Marta segue as orientações médicas. “Agora é cuidado redobrado. Estou oferecendo bastante líquido e observando eles o tempo todo”, afirmou.
Os especialistas reforçam que, apesar de comuns, as viroses exigem atenção, principalmente em períodos de maior circulação de vírus, como o chuvoso.
*Com informações de Jherry Dell’Marh, da Cores Comunicação





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