Uma mulher de 41 anos foi presa preventivamente pela Polícia Civil do Maranhão, em São Luís, suspeita de aplicar golpes com passagens aéreas falsas produzidas com auxílio de inteligência artificial (IA). Segundo a investigação, ela cobrava entre R$ 8 mil e R$ 10 mil por pacotes que prometiam viagens nacionais e internacionais durante 12 meses.
As apurações identificaram inicialmente 11 vítimas, mas outros relatos surgiram no decorrer da investigação. Conforme informações que embasaram a decisão judicial, pelo menos 30 pessoas teriam sido prejudicadas desde 2024.
De acordo com a Polícia Civil, a investigada oferecia um suposto benefício que permitiria emitir cerca de 10 passagens por ano, mediante o pagamento de um valor fixo. Depois disso, os clientes precisariam arcar apenas com as taxas de embarque. Mesmo após os pagamentos, as passagens não eram emitidas. Algumas pessoas chegaram a ir ao aeroporto, mas não conseguiram embarcar. Entre os passageiros estavam idosos, crianças e gestantes.
Para justificar os problemas, a suspeita alegava falhas no sistema da companhia ou situações de overbooking, quando são vendidas mais passagens do que a quantidade de assentos disponíveis.
A investigação também identificou pagamentos feitos em contas bancárias de outras pessoas. Segundo a polícia, a mulher pedia que terceiros recebessem os valores como um favor, e essas pessoas também teriam sido enganadas.
Os investigadores apuram ainda a possível participação de outra pessoa no esquema.






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