O Porto do Itaqui registrou, em maio de 2026, um novo marco histórico em sua operação logística ao alcançar recordes na movimentação de granéis sólidos e de soja, consolidando sua importância no escoamento da produção agrícola brasileira pelo Arco Norte.
Somente no mês, foram movimentadas 2,76 milhões de toneladas de granéis sólidos, o maior volume já registrado em um único mês na história do porto. Dentro desse total, a soja respondeu por 2,18 milhões de toneladas, também estabelecendo novo recorde para a commodity, superando a marca anterior de 2,15 milhões de toneladas.
A movimentação reforça o papel estratégico do terminal no escoamento da produção das regiões do Matopiba e do Centro-Oeste, além de fortalecer o avanço do corredor logístico do Arco Norte. Em maio, os granéis sólidos representaram cerca de 71% de toda a carga movimentada, seguidos pelos granéis líquidos (24%) e pela carga geral (4,3%). No acumulado de 2026, o Porto do Itaqui já soma 13,37 milhões de toneladas movimentadas.
Segundo a presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), Oquerlina Costa, os resultados refletem um trabalho contínuo de modernização e eficiência operacional.
“Esse resultado é reflexo do empenho diário das nossas equipes e de uma gestão comprometida com a melhoria contínua dos serviços prestados pelo Porto do Itaqui. Temos investido em infraestrutura, inovação, eficiência operacional e integração logística para atender ao crescimento da demanda com cada vez mais qualidade e competitividade”, afirmou.
Porto do Itaqui consolida liderança no Arco Norte
O crescimento da movimentação acompanha a consolidação do Arco Norte como principal eixo de exportação agrícola do país. De acordo com o Anuário Agrologístico da Conab, a região se tornou a principal fronteira logística do agronegócio brasileiro.
Os números reforçam essa transformação: a movimentação de grãos no Porto do Itaqui passou de 11,55 milhões de toneladas em 2021 para 20,14 milhões de toneladas em 2025, crescimento de aproximadamente 74% no período.
Para o gerente de Logística da EMAP, Gervásio Reis, o desempenho demonstra a maturidade operacional do terminal e a eficiência da cadeia logística integrada.
“Temos trabalhado de forma integrada com operadores, terminais, ferrovias e demais parceiros para garantir maior fluidez nas operações e reduzir gargalos. Esse desempenho evidencia a capacidade do porto de absorver o crescimento da produção agrícola mantendo elevados padrões de eficiência”, destacou.






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