A vida e a obra de Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira romancista brasileira e uma das principais vozes abolicionistas do país, serão destaque em uma programação cultural realizada em São Luís por meio do projeto “Maria Firmina dos Reis, uma voz além do tempo – Ecos de Liberdade”.
A iniciativa promove oficinas, ações formativas, palestras e apresentações artísticas gratuitas voltadas para estudantes da rede pública da capital maranhense, com o objetivo de aproximar os jovens da trajetória da escritora e fortalecer o debate sobre memória, cultura negra, racismo e valorização das mulheres negras na literatura brasileira.
Segundo a atriz e idealizadora do espetáculo, Júlia Martins, o projeto também busca ampliar o reconhecimento da autora maranhense.
“Maria Firmina foi uma mulher muito à frente do seu tempo. Levar a história dela para os estudantes é também fortalecer o reconhecimento da nossa memória, da cultura negra e das vozes que durante muito tempo foram silenciadas”, afirmou Júlia Martins.
Programação
As atividades começam nos dias 20 e 21 de maio, com oficinas de danças populares maranhenses ministradas por Renato Guterres para alunos do Ensino Fundamental II da UI Duque de Caxias.
Já no dia 22 de maio, os estudantes participam da exibição de um curta-documentário sobre o espetáculo e de uma palestra sobre a trajetória de Maria Firmina dos Reis.
No dia 25 de maio, alunos do Ensino Médio do CEJOL terão uma oficina de dança contemporânea conduzida por Leônidas Portella.
O espetáculo “Maria Firmina dos Reis, uma voz além do tempo” será apresentado nos dias 27, 28 e 29 de maio, das 14h às 16h30, no Teatro da Cidade.
Arte, memória e combate ao racismo
A proposta utiliza a arte como ferramenta de reflexão e formação, conectando teatro, dança, educação e memória no enfrentamento ao racismo e na valorização das manifestações culturais maranhenses.
Nascida em São Luís, em 1825, Maria Firmina dos Reis é reconhecida como pioneira da literatura abolicionista brasileira. Escritora, professora, poeta e compositora, tornou-se símbolo de resistência ao denunciar as injustiças da escravidão e dar protagonismo à população negra e às mulheres em suas obras.
O espetáculo faz uma releitura poética da trajetória da autora, intercalando passagens de sua vida com experiências da atriz Júlia Martins e de outras vivências negras contemporâneas, promovendo um diálogo entre passado e presente.
O projeto é realizado pela Afrodite Produções, com apoio da Lei Aldir Blanc, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult).






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