Os trabalhadores dos Correios permanecem em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (14), após a paralisação nacional começar na noite de quinta-feira (10). O movimento também atinge a categoria no Maranhão.
A greve foi deflagrada depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pela direção da estatal durante as negociações da Campanha Salarial de 2026.
A decisão foi aprovada em assembleias realizadas por sindicatos filiados à Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT). A entidade representa bases no Maranhão, São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru, Santos e Mato Grosso do Sul, além de outras representações sindicais do país.
O principal impasse envolve as mudanças propostas para o plano de saúde dos funcionários. Segundo as entidades sindicais, a direção dos Correios pretende alterar a condição de mantenedora direta do benefício.
A proposta provocou preocupação com possíveis aumentos nas taxas de coparticipação e riscos à continuidade da assistência médica destinada a trabalhadores da ativa, aposentados e dependentes.
As assembleias ocorreram após rodadas de negociação direta e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). As discussões terminaram sem consenso sobre as cláusulas sociais e econômicas do novo acordo coletivo.
Com a greve, os sindicatos no Maranhão e nos demais estados orientaram os trabalhadores a reforçar a mobilização em agências e centros de distribuição. A categoria reivindica uma nova proposta que assegure a manutenção integral do plano de saúde e preserve direitos trabalhistas já conquistados.
A FINDECT informou que continua disponível para retomar as negociações com a direção da empresa e o governo federal, desde que haja possibilidade de atendimento às reivindicações apresentadas.
Agências permanecem abertas
Os Correios afirmaram que a rede de agências no Maranhão e no restante do país permanece aberta ao público. A estatal informou ter adotado medidas emergenciais para reduzir os impactos da paralisação.
Entre as ações estão o deslocamento de funcionários administrativos para atividades operacionais, a redistribuição da frota de veículos e a realização de mutirões para manter o fluxo de postagens e entregas.
Após o fim da mediação sem acordo para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026–2028, a empresa ajuizou, na sexta-feira (11), um pedido de dissídio coletivo no TST.
No sábado (12), a Justiça do Trabalho concedeu uma medida liminar determinando a manutenção de, no mínimo, 80% do efetivo em atividade por unidade ou estabelecimento dos Correios.






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