--°C+55 98 3042-0021

Trabalhadores dos Correios mantêm greve nacional

Trabalhadores dos Correios mantêm greve nacional
Crédito: Reprodução

Os trabalhadores dos Correios permanecem em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (14), após a paralisação nacional começar na noite de quinta-feira (10). O movimento também atinge a categoria no Maranhão.

A greve foi deflagrada depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pela direção da estatal durante as negociações da Campanha Salarial de 2026.

A decisão foi aprovada em assembleias realizadas por sindicatos filiados à Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT). A entidade representa bases no Maranhão, São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru, Santos e Mato Grosso do Sul, além de outras representações sindicais do país.

O principal impasse envolve as mudanças propostas para o plano de saúde dos funcionários. Segundo as entidades sindicais, a direção dos Correios pretende alterar a condição de mantenedora direta do benefício.

A proposta provocou preocupação com possíveis aumentos nas taxas de coparticipação e riscos à continuidade da assistência médica destinada a trabalhadores da ativa, aposentados e dependentes.

As assembleias ocorreram após rodadas de negociação direta e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). As discussões terminaram sem consenso sobre as cláusulas sociais e econômicas do novo acordo coletivo.

Com a greve, os sindicatos no Maranhão e nos demais estados orientaram os trabalhadores a reforçar a mobilização em agências e centros de distribuição. A categoria reivindica uma nova proposta que assegure a manutenção integral do plano de saúde e preserve direitos trabalhistas já conquistados.

A FINDECT informou que continua disponível para retomar as negociações com a direção da empresa e o governo federal, desde que haja possibilidade de atendimento às reivindicações apresentadas.

Agências permanecem abertas

Os Correios afirmaram que a rede de agências no Maranhão e no restante do país permanece aberta ao público. A estatal informou ter adotado medidas emergenciais para reduzir os impactos da paralisação.

Entre as ações estão o deslocamento de funcionários administrativos para atividades operacionais, a redistribuição da frota de veículos e a realização de mutirões para manter o fluxo de postagens e entregas.

Após o fim da mediação sem acordo para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026–2028, a empresa ajuizou, na sexta-feira (11), um pedido de dissídio coletivo no TST.

No sábado (12), a Justiça do Trabalho concedeu uma medida liminar determinando a manutenção de, no mínimo, 80% do efetivo em atividade por unidade ou estabelecimento dos Correios.

Veja também

Comentarios

Participe desta conversa

Ao comentar voce concorda com os Termos de Uso. Os comentarios sao de responsabilidade do autor e nao representam a opiniao do portal.

Ultimos comentarios

Ainda nao ha comentarios aprovados para esta materia.