Um incêndio atingiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Cidade Universitária, no Recife, na noite de quarta-feira (7), e provocou prejuízos estimados em R$ 100 milhões. Esta foi a terceira ocorrência de incêndio no campus desde 30 de setembro. Não houve feridos.
Segundo o reitor Alfredo Gomes, a estimativa considera principalmente equipamentos e estruturas destruídos. O fogo atingiu o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), que abrigava laboratórios de fármacos, informática e genética, além do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica.
Cerca de 100 pesquisas estavam em desenvolvimento no local, onde havia amostras acumuladas ao longo de aproximadamente 20 anos. As perdas afetam trabalhos de professores, mestrandos, doutorandos e estudantes de iniciação científica.
Entre os estudos que podem ter sido atingidos estão pesquisas relacionadas à Covid-19, autismo, câncer e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). A extensão dos danos científicos ainda será levantada pela universidade.
O Corpo de Bombeiros enviou cinco viaturas ao campus. O combate às chamas foi concluído por volta das 5h desta quinta-feira (8). Conforme a corporação, o incêndio atingiu todo o pavimento superior e uma sala do andar inferior.
Parte dos laboratórios do pavimento inferior foi preservada. Os bombeiros também impediram que o fogo avançasse para imóveis próximos, que não sofreram danos.
De acordo com a UFPE, os diferentes produtos armazenados no prédio contribuíram para a rápida propagação das chamas. A causa do incêndio ainda não foi identificada.
A Polícia Federal (PF) foi acionada e enviou peritos ao local. Um inquérito será instaurado para apurar as circunstâncias da ocorrência e identificar a origem do fogo. Até o momento, não há confirmação de relação entre os três incêndios.
A fumaça também chegou à Casa do Estudante, situada nas proximidades, e causou apreensão entre os moradores.
A universidade iniciou tratativas com o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para buscar alternativas diante dos prejuízos. O MEC manifestou apoio à instituição e informou que acompanha as investigações.
Outros incêndios no campus
Em 30 de setembro, um incêndio atingiu um laboratório do Departamento de Física. Segundo a universidade, a suspeita inicial era de que as chamas tivessem começado em uma câmara de alta temperatura utilizada para aquecer substâncias.
No domingo (4), outra ocorrência foi registrada no Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. Não houve feridos nos dois casos.






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