Uma paciente identificada como Perla Nascimento, internada em estado grave por insuficiência hepática, recebeu um novo fígado menos de 24 horas após o agravamento do quadro clínico. A cirurgia foi realizada nas primeiras horas desta quarta-feira (9), no Hospital Universitário Presidente Dutra, em São Luís, seguindo os critérios técnicos do Sistema Nacional de Transplantes.
O caso ganhou repercussão após o marido da paciente, André Nascimento, relatar nas redes sociais a situação de saúde da esposa e pedir atenção para a necessidade urgente do transplante. Na terça-feira (8), ele informou que o fígado de Perla havia parado de funcionar e que ela precisava receber um novo órgão com urgência.
Menos de 24 horas depois, o transplante foi realizado. A cirurgia durou mais de seis horas.
Em vídeo publicado nas redes sociais, André confirmou a realização do procedimento e afirmou que a família agora aguarda a evolução da paciente no pós-operatório.
Transplante segue critérios médicos
De acordo com o coordenador da Central Estadual de Transplantes, Hiago Bastos, a lista de espera por órgãos é única e a definição dos pacientes segue critérios médicos, como compatibilidade, gravidade e condições clínicas.
Segundo ele, não há interferência política na escolha de quem recebe um órgão. O processo envolve profissionais responsáveis pela identificação de potenciais doadores, captação, regulação, realização dos transplantes e acompanhamento dos pacientes.
O governador Carlos Brandão também destacou que o Maranhão zerou a fila de espera por transplante de fígado. Segundo ele, esse resultado contribuiu para que a paciente pudesse ser submetida ao procedimento em caráter de urgência.
Hospitais foram preparados para receber a paciente
Segundo Hiago Bastos, foram disponibilizados leitos no Hospital Dr. Carlos Macieira e no Hospital Universitário Presidente Dutra para a realização do procedimento.
A família optou pelo Hospital Universitário porque já conhecia a equipe médica responsável pelo acompanhamento de Perla.
A realização do transplante contou com a participação de diferentes unidades e serviços da rede de saúde, incluindo o Hospital da Ilha, Hospital Carlos Macieira, Complexo Regulador do Estado, Central de Regulação de Leitos, Central de Transporte e Ambulância e Central Estadual de Transplantes, além da parceria com o Hospital Universitário e a Força Aérea Brasileira.
Maranhão registra avanço nos transplantes
O aumento da realização de transplantes no estado é atribuído ao fortalecimento da Central Estadual de Transplantes e ao Plano de Aceleração de Transplantes, iniciado em 2023.
Em 2025, o Maranhão realizou 657 transplantes, o maior número registrado na história do estado. Foram:
- 525 transplantes de córnea;
- 95 transplantes de rim;
- 32 transplantes de fígado;
- 1 transplante de coração;
- 4 transplantes de medula óssea.
No mesmo período, o Maranhão saiu da última posição e chegou à 11ª colocação no ranking nacional de doadores efetivos. O estado também alcançou a 11ª posição nacional em transplantes de córneas.
A estrutura para captação e realização dos procedimentos também foi ampliada. O Hospital Dr. Carlos Macieira foi credenciado para transplantes de rim e fígado, enquanto a rede de busca e captação de córneas passou de uma para cinco unidades.
As medidas ampliaram a capacidade de atendimento e contribuíram para reduzir o tempo de espera de pacientes que necessitam de transplantes no estado.






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