Uma empresa suspeita de aplicar golpes de falso consórcio em São Luís foi interditada pelo Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon-MA). A medida foi adotada após denúncias de consumidores que relataram prejuízos financeiros. Durante a fiscalização, o estabelecimento não apresentou documentos que comprovassem a regularidade das atividades.
Segundo o Procon-MA, as fiscalizações foram intensificadas após a interdição de outra empresa suspeita de praticar o mesmo tipo de golpe. A divulgação do caso levou novos consumidores a procurarem o órgão para registrar reclamações.
De acordo com o diretor de fiscalização do Procon-MA, Antônio José Manguinha, as empresas investigadas não apresentaram documentos que comprovassem a existência de contratos com administradoras de consórcios. Ele destacou que as administradoras precisam de autorização do Banco Central para atuar no setor.
O diretor também explicou que os profissionais que atuam como representantes comerciais devem possuir registro no Conselho Regional dos Representantes Comerciais (Core), quando exigido para o exercício da atividade.
Como funcionava o golpe
Conforme o Procon-MA, os consumidores eram atraídos por anúncios de produtos publicados em plataformas como OLX, Facebook Marketplace e outras redes sociais. As ofertas envolviam bens de alto valor e apresentavam promessas de financiamento.
Ainda segundo Antônio José Manguinha, o esquema investigado envolveria três grupos de pessoas: jovens, geralmente entre 18 e 20 anos, responsáveis pelo primeiro contato com os clientes; uma pessoa vinculada ao CNPJ da empresa, encarregada de formalizar os contratos; e o proprietário do negócio, que, segundo o diretor, não costuma se apresentar durante as fiscalizações.
Confira na reportagem:






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