O comércio varejista do Maranhão deve gerar 1.088 empregos formais no último trimestre de 2026, sendo 888 vagas em São Luís, segundo projeção da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA), divulgada nesta quinta-feira (29). A expectativa ocorre após o setor registrar saldo negativo de empregos ao longo do ano.
A estimativa considera o movimento de vendas no período de fim de ano, tradicionalmente impulsionado pelas festas e pelo aumento do consumo. Apesar da perspectiva de novas contratações, os empresários mantêm uma postura cautelosa diante das condições econômicas e dos custos operacionais.
Varejo acumula perdas em 2026
De acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o comércio varejista maranhense acumulou saldo negativo de 386 empregos formais entre janeiro e agosto de 2026. Em São Luís, o resultado foi ainda mais expressivo, com a perda de 1.210 postos de trabalho.
No quarto trimestre de 2025, o setor havia registrado saldo positivo de 1.066 vagas no estado, sendo 870 na capital. Entretanto, o primeiro trimestre deste ano foi marcado pelo encerramento de 2.282 postos no Maranhão e 1.155 em São Luís.
Empresários pretendem ampliar contratações
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de São Luís chegou a 113,6 pontos em outubro, alta de 3,7% em relação ao mesmo mês de 2025. O indicador relacionado à intenção de contratação avançou 2,1%, passando de 131 para 133,7 pontos.
Segundo a Fecomércio-MA, 61,3% dos empresários entrevistados pretendem aumentar discretamente o quadro de funcionários. Apesar disso, 69,9% avaliam que a economia brasileira piorou, enquanto 55,5% consideram que as condições do comércio se deterioraram.
O indicador de investimentos também apresentou recuo de 2%, passando de 99,3 para 97,3 pontos. Além disso, 50,2% dos comerciantes relataram redução nos investimentos.
Contratações devem priorizar equilíbrio financeiro
Para o presidente da Fecomércio-MA, Maurício Feijó, o desafio do setor no fim do ano será atender ao aumento da demanda sem comprometer a saúde financeira das empresas.
Segundo ele, as contratações temporárias podem ajudar a reduzir as perdas acumuladas em 2026, mas os empresários precisam administrar os custos operacionais e as incertezas do mercado.
A entidade também aponta as discussões sobre a adoção da escala de trabalho 5×2 como um dos fatores considerados pelos comerciantes no planejamento das equipes para o período de maior movimento.






Comentarios
Participe desta conversaUltimos comentarios
Ainda nao ha comentarios aprovados para esta materia.