O Instagram encerra nesta sexta-feira (8) o suporte para mensagens diretas (DMs) com criptografia de ponta a ponta (E2EE). Com a mudança, a plataforma volta a utilizar a criptografia padrão, permitindo que a Meta possa acessar conteúdos privados, como mensagens, fotos, vídeos e áudios, quando necessário.
A decisão representa uma mudança de rumo da empresa, que havia prometido em 2019 expandir a tecnologia de proteção para todas as plataformas de mensagens do grupo.
Usuários que ainda possuem conversas criptografadas ativas poderão baixar mídias e históricos de chats por meio de instruções enviadas pelo próprio aplicativo.
Meta cita baixa adesão e segurança infantil
Segundo o jornal britânico The Guardian, um porta-voz da Meta afirmou que “pouquíssimas pessoas” utilizavam o recurso de criptografia de ponta a ponta nas DMs do Instagram. A empresa também recomendou o uso do WhatsApp, que mantém a tecnologia ativa, para usuários que priorizam privacidade.
A medida foi bem recebida por organizações ligadas à proteção infantil e por agências de segurança, como o FBI e a Interpol.
Rani Govender, representante da instituição britânica NSPCC, afirmou à BBC que a criptografia de ponta a ponta pode dificultar investigações e permitir que casos de abuso infantil passem despercebidos.
Dados podem ser usados para IA e publicidade
A professora de Tecnologia da Informação do Gresham College, Victoria Baines, declarou à BBC que a mudança demonstra uma nova postura da Meta em relação ao uso de dados.
Segundo ela, o conteúdo de mensagens privadas pode ser extremamente valioso para treinamento de inteligência artificial e publicidade direcionada.
Com a alteração, o Instagram passa a adotar um modelo semelhante ao de plataformas como Gmail e TikTok, em que o provedor consegue acessar conteúdos privados em situações específicas.






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