O Maranhão subiu para a 11ª posição no ranking nacional de transplantes e, em 2026, conseguiu zerar a fila de pacientes que aguardavam por um transplante de fígado. O estado iniciou o ano com cerca de 12 pessoas à espera pelo procedimento e ampliou o número de transplantes nos últimos anos.
Segundo a Central Estadual de Transplantes (CET-MA), foram realizados três transplantes de fígado em 2022, 17 em 2024 e 33 em 2025. O aumento da quantidade de procedimentos contribuiu para reduzir a fila até que ela chegasse a zero neste ano.
Até 2023, o Maranhão ocupava a última posição no ranking nacional de transplantes. A mudança ocorreu após a implantação do Plano Estadual de Aceleração de Transplantes, que incluiu a reorganização da rede, capacitação de equipes e ampliação dos pontos de captação de órgãos.
Outro resultado expressivo é registrado na fila por transplante de córnea. Em 2022, mais de 1.000 pacientes aguardavam pelo procedimento. Atualmente, são cerca de 150 pessoas, e a Central Estadual de Transplantes prevê zerar a fila até o fim de 2026.
Em julho deste ano, o Maranhão também registrou o maior número de transplantes de córnea realizados em um único mês nos 25 anos de história desse tipo de procedimento no estado. A marca chegou a 300 transplantes de córnea, e a previsão é superar, até o fim do ano, os 500 procedimentos realizados em 2025.
Número de doadores também cresce
O número de doadores de múltiplos órgãos também apresenta crescimento. Em 2026, o Maranhão já contabiliza 57 doadores. Em todo o ano de 2025, foram registrados 84.
A expectativa da Central Estadual de Transplantes é superar a marca de 100 doadores até o fim deste ano.
Apesar dos avanços, a recusa familiar continua sendo um dos principais obstáculos para aumentar o número de doações no estado. Segundo a CET-MA, a negativa pode estar relacionada à falta de informação sobre o processo de doação e aos receios das famílias.
Setembro Verde reforça importância da doação
Os números ganham destaque durante o Setembro Verde, campanha nacional de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos.
A doação pode beneficiar pacientes que aguardam por órgãos como fígado e rins, além de tecidos, como córneas. Antes da destinação, os potenciais doadores passam por avaliação médica para verificar se atendem aos critérios de segurança para o transplante.
No Maranhão, a política de transplantes é coordenada pela Central Estadual de Transplantes (CET-MA). Entre as medidas adotadas nos últimos anos está a criação da Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hospital Dr. Carlos Macieira, além da capacitação das equipes que atuam na identificação de potenciais doadores, captação e transplante.
O avanço no número de procedimentos e a redução das filas refletem diretamente na quantidade de pacientes que conseguem ter acesso ao transplante no estado.






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