O Brasil registrou 1,499 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (16). O total representa 4% da população dessa faixa etária.
O levantamento, realizado por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), aponta uma queda de 9,2% em relação a 2024, quando 1,65 milhão estavam nessa condição.
Na comparação com 2016, a redução foi de 28,6%. Naquele ano, o trabalho infantil atingia cerca de 2,1 milhões de crianças e adolescentes, ou 5,2% da população de 5 a 17 anos.
Apesar da redução, 525 mil crianças e adolescentes exerciam atividades classificadas entre as piores formas de trabalho infantil, que oferecem riscos à saúde, à segurança e ao desenvolvimento.
O contingente também caiu em relação a 2024, quando eram 560 mil, e a 2016, quando o levantamento registrou 919 mil.
A ocorrência de trabalho infantil aumenta com a idade. Entre crianças de 5 a 13 anos, eram 280 mil nessa situação, o equivalente a 1,1% da população dessa faixa etária.
Entre adolescentes de 14 e 15 anos, o total chegava a 348 mil, ou 5,9%. Já na faixa de 16 e 17 anos, eram 871 mil, correspondendo a 14,5%.
Entre os identificados em situação de trabalho infantil, 1,141 milhão realizavam atividades econômicas. Outros 358 mil trabalhavam na produção para o próprio consumo ou para a subsistência familiar.
A pesquisa mostra que 36,3% trabalhavam pelo menos 25 horas por semana. Já 21,4% cumpriam jornadas de 40 horas ou mais.
O comércio concentrava 29% dos casos, seguido pelo grupo de outras atividades, com 23,1%. A agricultura e a pecuária respondiam por 16,7%, enquanto a indústria geral reunia 12,5%.
O Sudeste apresentou o maior número absoluto, com 481 mil crianças e adolescentes nessa condição. O Nordeste apareceu em seguida, com 408 mil.
Proporcionalmente, o Norte registrou o maior índice: 6,3% da população de 5 a 17 anos. A menor taxa foi observada no Sudeste, com 3,3%.
No Nordeste, o número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil diminuiu 45,6% entre 2016 e 2025.
Entre adolescentes de 16 e 17 anos em situação de trabalho infantil, 79,6% frequentavam a escola. Na população total dessa idade, a frequência era de 89,6%, uma diferença de 10 pontos percentuais.
Na faixa de 14 e 15 anos, a frequência escolar era de 95% entre os que estavam em trabalho infantil, contra 98,1% no total dessa população.
O levantamento também analisou tarefas domésticas e cuidados de pessoas sem remuneração, contabilizados separadamente do trabalho infantil. Essas atividades eram realizadas por 15,9 milhões de crianças e adolescentes, com participação maior entre meninas: 47,9%, contra 36,6% entre meninos.






Comentarios
Participe desta conversaUltimos comentarios
Ainda nao ha comentarios aprovados para esta materia.